08/02/2011

REATECH 2011 !


REATECH 2011 - FEIRA INTERNACIONAL EM TECNOLOGIAS DE REABILITAÇÃO, INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE.  Vale a visita !!!!

14 a 17 de Abril de 2011
Quinta e Sexta das 13hs às 21hs.
Sábado e Domingo das 10hs às 19hs.
Visitação Gratuita 

Local
Centro de Exposições Imigrantes
Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 - São Paulo - SP 
Transporte Gratuito
Estação do Metrô Jabaquara
Saída das Vans na Rua Nelson Fernandes, 400 

01/02/2011

Falar Com as Mãos

Cinthia Rodrigues (novaescola@atleitor.com.br)

O VALOR DA FALA NAS AULAS COM SURDOS

A inclusão de crianças com deficiência auditiva sempre foi polêmica, mas recentemente ganhou um novo rumo em nosso país. De acordo com a política do governo federal, elas não devem mais ficar segregados nas escolas especiais e precisam estudar desde cedo em unidades comuns, com um intérprete que traduza todas as aulas para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e o contraturno preenchido por atividades específicas para surdos. Problema resolvido? Nem de longe. Enquanto entidades do setor ainda denunciam a falta de estrutura para a implementação das regras, os docentes já começam a receber parte dessa nova clientela e estão criando formas próprias de trabalho - muitas com sucesso.

Não é uma tarefa fácil nem existe uma fórmula conceitualmente correta para lidar com a situação. Cada caso é um caso. A professora de Geografia Marilda Dutra, da EE Nossa Senhora da Conceição, em São José, na Grande Florianópolis, por exemplo, aprendeu uma lição curiosa logo nos primeiros dias de trabalho. Para ensinar quem não ouve, ela tem de falar mais. A maior mudança foi deixar o giz em segundo plano. Cada tipo de relevo, clima e vegetação precisava de fotografias, desenhos, gravuras e muitos exemplos verbais. Em vez de simples mapas, o mundo passou a ser representado em bolas de isopor para facilitar a compreensão dos meridianos.

Maria Inês Vieira, coordenadora do Programa de Acessibilidade da Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação da Derdic-PUC, explica o motivo da necessidade de rever o uso do quadro-negro. "Mesmo que o surdo já saiba ler e escrever em português, ele demorará mais para entender orientações por escrito", diz. A especialista ensina que o ouvinte entende a sequência de palavras escritas porque tem uma cultura prévia oral. Já quem não ouve está sendo apresentado ao português como um todo e não conhece a organização da língua. "Os conjuntos de palavras podem não fazer sentido na maneira como ele aprendeu a pensar. É como traduzir apenas as palavras de um texto em alemão ou chinês. Não é o suficiente para a compreensão do todo", diz.

Em Florianópolis, a professora de Matemática Silvana Maria Soster teve outra reação no início do ano passado, quando foi informada pela direção da EM Luiz Cândido da Luz que uma de suas classes da 2ª fase do ciclo 2 (equivalente ao 5º ano) teria quatro alunos surdos. "Tomei um susto. Nunca tinha passado por isso e pensei: será que posso?", conta. Para Roseli Baumel, USP, esse tipo de dúvida é natural. "Temos de ser honestos e admitir que não estamos prontos", orienta a especialista.

No entanto, mesmo com materiais diferenciados e maior número de explicações orais, um cuidado essencial deve ser tomado para garantir um trabalho de sucesso. O educador precisa se policiar para não fazer duas versões da aula - uma para os alunos que escutam e outra para os deficientes auditivos. Como explica Ronice Muller, (UFSC), a base da inclusão é a integração total entre os alunos. "A escola deve se tornar bilíngue. Os colegas têm de aprender Libras, afinal, no futuro, eles vão falar com os surdos inclusos na sociedade", afirma.


A fase adiantada em que se encontra a inclusão na cidade baiana mostra que boas iniciativas podem prosperar mesmo fora das grandes capitais. Muito desse sucesso se deve a 20 anos de dedicação de uma professora. Nos anos 1980, Edma Olivera dos Santos dava aula para o Ensino Fundamental em uma escola rural multisseriada, quando recebeu um aluno surdo. "Na época, a orientação era falar devagar e esperar que eles aprendessem a leitura labial. Percebi que não ia funcionar e comecei a sinalizar, eles sinalizaram de volta e assim foi", lembra.


Mesmo com experiências pioneiras em desenvolvimento no Brasil, especialistas, autoridades e docentes reconhecem que ainda há dificuldades e falhas. Faltam experiência e, na maior parte do país, material adequado, salas de apoio e intérpretes. A maioria dos surdos só aprende Libras quando vai para escola e, até que se tornem fluentes no idioma, não entendem os intérpretes e podem perder o interesse. A recomendação de Edma a qualquer colega que receber um aluno surdo é que enfrente o desafio. "Para eles, a escola é ainda mais importante. Quando um deficiente auditivo aprende a escrever, vai ao médico sozinho e bota no papel: eu estou com dor de cabeça. O professor tem em mãos a grande chance de dar autonomia a uma pessoa."





05/01/2011

11º Encontro de Férias SBS

Palestra 27/01 Língua de Sinais, Bilinguismo e Inclusão, no Centro Cultural de São Paulo.


http://www.sbs.com.br/encontrodeferias/

Feliz 2011 !!!



Espero que em 2011 a educação receba o valor que merece !!!


Que os professores e intérpretes de Libras sejam respeitados, pois são a base de uma sociedade inclusiva. Embora o direito à educação bilíngue para a comunidade surda esteja garantido em lei, ainda faltam muitas escolas, prefeituras, órgãos públicos, políticas e profissionais competentes a lutar pela educação bilíngue. E não escolas regulares, nas quais suas necessidades não sejam contempladas, mas sim escolas bilíngues, onde sua língua materna – a língua de sinais – e sua segunda língua, o português, sejam contempladas, para seu melhor desenvolvimento e aprendizagem.


Esperamos que tudo isso se concretize e que muitas outras oportunidades, palestras, congressos, seminários oconteçam contribuindo para uma educação bilíngue de qualidade !



abraços a todos !

03/12/2010

Virada Inclusiva !

Dia da Pessoa com Deficiência é comemorado com Virada Inclusiva em São Paulo
FolhaOnline


O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência é comemorado nesta sexta-feira em São Paulo com uma Virada Inclusiva, nos moldes da já consagrada Virada Cultural.
O evento é organizado pelas secretarias estadual e municipal da Pessoa com Deficiência. As atividades também contam com o apoio de outras 38 secretarias e instituições.
A Virada Inclusiva terá uma série de shows, palestras, oficinas, apresentações, mostras teatrais, exposições e gincanas em São Paulo e em outros municípios do Estado. De acordo com a programação divulgada pela organização, haverá atrações inclusivas em Agudos, Araraquara, Barueri, Bertioga, Catanduva, Guarulhos, Itatiba, Mogi das Cruzes, Pirangi, Presidente Prudente, Reginopólis, Santo André, São José dos Campos, Taubaté e Vinhedo.
As atividades começam na manhã de hoje e continuam até a noite de sábado (4), com mais de 24 horas de atrações.
De acordo com Elza Ambrósio, curadora do Memorial da Inclusão e uma das coordenadoras da Virada, o objetivo é aumentar a visibilidade da pessoa com deficiência enquanto pessoa, que pode fazer tudo o que uma pessoa sem deficiência pode fazer, precisando apenas de algumas adaptações.
Com o tema Virada Inclusiva: Participação Plena, o evento espera atrair o público geral, além das pessoas com deficiência. Todas as atrações são totalmente inclusivas, ou seja, estão preparadas para receber diferentes tipos de deficiência.
No Masp, por exemplo, haverá um curso de história da arte com intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) e audiodescrição. No Memorial da América Latina, crianças e adolescentes atendidos pela AACD (Associação de Assistência a Criança Deficiente) farão uma apresentação de capoeira.
A organização não arrisca uma estimativa do número de participantes, mas a coordenadora espera que o Vale do Anhangabaú esteja lotado no show de encerramento, à partir das 19h de sábado, com Luís Melodia, Baby Brasil e o grupo Quebra-Cabeça.

13/11/2010

II Encontro Estadual da APILSBESP


Tenho certeza que será um excelente evento !!! Participem !!!

21/09/2010

26 de setembro: Dia Nacional do Surdo !

No Brasil, o dia 26 de setembro é sugerido devido ao fato desta data lembrar a inauguração da primeira escola para Surdos no país em 1957, com o nome de Instituto Nacional de Surdos Mudos do Rio de Janeiro, atual INES- Instituto Nacional de Educação de Surdo.
E. Huet (1855) Professor Surdo francês fez um programa especial para ensinar os Surdos no Brasil. Este programa consistia em usar o alfabeto manual e a Língua de Sinais da França. Lutou e conseguiu junto ao Imperador Dom Pedro II apoio para fundar a primeira Escola para Surdos no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, o INES - Instituto Nacional de Educação de Surdos, no dia 26 de setembro de 1857. 
O dia 26 de setembro foi oficializado no calendário nacional brasileiro diante Lei 11.976/2008, resultado do projeto de lei 1.791/99 proposto pelo Exmo. Deputado Federal Eduardo Barbosa.
Entre as recentes conquistas de inclusão social alcançadas pela comunidade surda, destaca-se a lei que regulamenta a profissão de tradutor e intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras). A oficialização no Brasil, em 2002, da Libras como meio de comunicação para os surdos e a sua inclusão, em 2005, como disciplina curricular nos cursos de formação de professores em nível médio e superior e nos cursos de fonoaudiologia.